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REPARADORAS

Queimaduras

Queimaduras

Queimaduras são lesões do tegumento cutâneo provocadas pelo calor. As queimaduras variam muito de importância e gravidade, dependendo do agente causador, que pode ser liquido aquecido, fogo, álcool, gasolina e querosene incandescentes, eletricidade, agentes químicos e abrasões mecânicas entre outras. O mecanismo de queimadura mais comum ocorre por contato com líquidos aquecidos (água, leite, café, gordura quentes) em ambiente domiciliar. As crianças são as mais acometidas neste tipo de acidente. Em segundo lugar estão os acidentes causados por álcool incandescente. Atualmente, os acidentes têm ocorrido mesmo com o uso de álcool gel em rechaud na cozinha. Os acidentes com álcool são sempre graves e acontecem também ao ascender churrasqueiras, fogueiras, etc.

Queimadura Elétrica

É a lesão da pele (em alguns casos o tecido gorduroso, músculos e até ossos podem estar comprometidos) causada pela transformação da energia radiante em calor. As queimaduras elétricas são invariavelmente graves podendo resultar até mesmo em morte no local do acidente. Devido as peculiaridades das lesões, as queimaduras elétricas devem ser tratadas exclusivamente por cirurgiões plásticos e suas equipes, de preferência em centros de referência em atendimento a queimados.

Queimadura Química

São as lesões da pele decorrentes da ação de determinado agente químico ácido (ex. ácido fluorídrico) ou básico (ex. cimento e cal). Dependendo do agente, estas queimaduras se revestem de grande importância e gravidade. Por isso é fundamental o mais rápido atendimento por médicos especializados, de preferência em centros de referência.

Primeiros cuidados domiciliares no atendimento do queimado

Em qualquer tipo de acidente é muito importante que se observe se o acidentado está respirando bem. Nas queimaduras mais comuns, que são as causadas por líquidos aquecidos, fogo ou eletricidade, a melhor conduta é resfriar as lesões seja através de água corrente fria (torneira, chuveiro, mangueira) ou por aposição de toalhas ou panos umedecidos em água gelada ou em temperatura ambiente. Essa medida interrompe o calor residual que permanece mesmo após o acidente melhorando imensamente a dor. Em seguida, deve-se levar o acidentado a um posto médico, de preferência que tenha um cirurgião plástico de plantão.

É CORRETO UTILIZAR PASTA DE DENTE, MANTEIGA, PÓ DE CAFÉ, CLARA DE OVO, FOLHA DE BANANEIRA, POMADAS CASEIRAS ?
Não. Estas substâncias atrapalham e às vezes prejudicam a evolução natural da cicatrização, causando infecções e piorando o quadro. Até que se encontre um atendimento médico, nada deve ser colocado em cima das áreas queimadas, nem mesmo pomadas que se tenha em casa. Apenas cobrir estas áreas com toalhas, lenços ou panos úmidos.
OS BRONZEADORES DE FABRICAÇÃO CASEIRA PODEM CAUSAR QUEIMADURAS?
Sim, principalmente aqueles à base de folhas de figo (figueira). Nunca se utilize destes prepadados. São perigosos e podem causar queimaduras extensas e muito graves.

Tratamento do paciente queimado

O paciente queimado deve ser atendido segundo o protocolo do ATLS em pronto-socorro, que trata sequencialmente os sistemas segundo a ordem de prioridades.

O cuidado ao paciente queimado pode requerer a proteção das vias aéreas, intubação traqueal e ventilação mecânica, principalmente em casos de queimaduras da região da face com lesão inalatória. As queimaduras profundas podem provocar escaras, que por sua vez provocam constrição externa nas regiões queimadas. Deste modo, as queimaduras profundas localizadas no tórax e abdômen podem comprometer a inspiração e expiração, assim como as queimaduras circulares nos membros superiores e inferiores podem comprometer a circulação sanguínea. O tratamento imediato destes achados englobam a liberação da compressão externa das escaras, a chamada escarotomia.

Nas queimaduras elétricas, em que os tecidos profundos são lesados, pode ocorrer grande edema muscular dentro do compartimento fechado, a chamada síndrome compartimental. O tratamento consiste na liberação das fáscias musculares dos compartimentos acometidos (fasciotomia), devendo ser realizada imediatamente após o diagnóstico para evitar necrose tecidual e conseqüentemente graves sequelas motoras e neurológicas.

O suporte clínico para a reposição volêmica é de fundamental importância nos pacientes grandes queimados devido as grandes perdas de água e eletrólitos. A internação em regime de terapia intensiva ocorre com frequência, pois o paciente grande queimado tem alta complexidade de cuidados clínicos.

O tratamento das queimaduras de segundo grau profundo e terceiro grau envolvem limpeza e remoção de tecidos desvitalizados em cirurgias seriadas, seguido de cirurgias reconstrutivas (enxertos de pele e retalhos). As matrizes dérmicas (substitutos dérmicos) também podem auxiliar no preparo do leito da queimadura para posterior enxertia e devem ter indicação criteriosa para cobertura de estruturas nobres como tendões e osso.

As queimaduras de primeiro grau e de segundo grau superficial requerem tratamento clínico com curativos específicos. A utilização de curativos mais modernos é vantajosa, pois requer menos trocas e causam menos dor decorrente da manipulação. A impregnação com prata do material do curativo auxilia no controle da colonização bacteriana. Outros componentes dos curativos atuam no desbridamento das redes de fibrina leito das feridas e aceleram o processo de cicatrização.

O tratamento adeqüado das queimaduras na fase aguda ajuda a prevenir as seqüelas funcionais e as cicatrizes patológicas (cicatrizes hipertróficas).

Seqüelas de Queimaduras

O tratamento adequado das queimaduras profundas na fase aguda com enxertia precoce ajuda prevenir a ocorrência das seqüelas de queimadura. O atraso no tratamento da cobertura das feridas também está relacionado a cicatrização hipertrófica.

As contraturas fazem parte do processo natural de cicatrização, ocorrendo tanto em feridas cicatrizadas quanto em enxertos de pele. A magnitude da contratura é menor quanto maior a espessura da derme enxertada, assim a escolha do tipo de enxerto em articulações (enxerto em lâmina) é fundamental para minimizar as seqüelas. As contraturas não afetam somente a pele, mas também os tecidos mais profundos como músculos e tendões.

As contraturas leves podem ser tratadas com mobilização das zonas articulares e com tração constante, visando manutenção do corpo em postura anatômica. As contraturas mais graves requerem liberação cirúrgica e nova cobertura com enxertos ou retalhos. As traves cicatriciais são denominadas bridas ou sinéquias.

A participação de equipe multidisciplinar (fisioterapia e terapia ocupacional) no tratamento dos pacientes queimados é necessária para a mobilização precoce das áreas afetadas e reabilitação. Orienta-se uso de malhas compressivas sobre áreas de queimadura que já receberam cobertura com enxertos ou cicatrização espontânea.

A compressão atua no processo de maturação da cicatriz, estimula a remodelação e previne hipertrofia cicatricial e ocorrência de bridas. O processo de maturação da cicatriz leva 12 meses. No pós-operatório de liberação de contraturas cicatriciais ou após cobertura de feridas agudas, recomenda-se uso de splints/órteses para imobilizaçao de ombros em posição de abdução para região axilar, assim como colar cervical em leve hiperextensão para região do pescoço.

O acompanhamento ambulatorial por equipe de Fisioterapia e Terapia Ocupacional auxilia na reabilitação motora ao orientar exercícios de mobilização das zonas articulares, podendo se valer do uso de órtesess, malhas compressivas e placas de silicone entre outros.

O Tratamento cirúrgico consiste na ressecção do tecido cicatricial e cobertura por:

  • 1) enxertos de pele
  • 2) retalhos de transposição (zetaplastias)
  • 3) uso de expansores de tecidos e retalhos de avanço
  • 4) uso de matrizes dérmicas associados à enxertia de pele
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