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REPARADORAS

Cirurgias Reconstrutivas da Face, Cabeça e Pescoço

Cirurgias Reconstrutivas da Face, Cabeça e Pescoço

Câncer de Cabeça e Pescoço

A região cefálica é frequentemente acometida por cânceres dos mais variados tipos. Todas as estruturas como a pele, a língua, lábios, mucosa oral, faringe, esôfago, laringe, parótida, globo ocular e sistema nervoso central podem requerer tratamento cirúrgico cujo tratamento oncológico é a ressecção, associada ou não à quimio e radioterapia.

O tratamento é realizado pelo cirurgião oncológico (cabeça e pescoço, otorrino, neurocirurgião), pelo oncologista clínico, pelo radioterapeuta e pelo cirurgião reconstrutor (cirurgião plástico).

As cirurgias reconstrutivas devem ser realizadas concomitante à cirurgia oncológica, pois evitam a exposição de áreas nobres e favorecem melhores resultados estético-funcionais. A reconstrução em período tardio pode ficar prejudicada e sofrer maiores taxas de complicações pós-operatórias ao manipular tecidos com seqüelas da radioterapia. O tratamento reconstrutivo da cabeça e pescoço é complexo e deve ser feito por cirurgiões plásticos especialistas em microcirurgia.

Crânio e Couro Cabeludo

O crânio e couro cabeludo podem ser acometidos por doenças congênitas, infecções, câncer e trauma. A reconstrução deste segmento deve envolver a cobertura cerebral ou da dura máter, da calota craniana e do couro cabeludo. A proteção e cobertura da dura máter ajuda a prevenir infecções do sistema nervoso central, como as meningites, além da perda de líquor (fístula liquórica).

A reconstrução dos ossos do crânio e couro cabeludo ocorre em conjunto com neurocirurgiões e cirurgiões de cabeça e pescoço. A reconstrução dos ossos do crânio podem requerer enxertos ósseos e até substitutos tridimensionais de material aloplástico para as falhas de calota craniana.

A reconstrução do couro cabeludo pode ser total ou parcial, podendo envolver até mesmo o reimplante, em casos de trauma e avulsão completa (escalpelamento). A possibilidade do reimplante deve sempre ser lembrada. Ele é realizado por profissionais especialistas em técnica microcirúrgica, que envolve a utilização de lentes de aumento para o reparo de vasos e nervos do segmento amputado. A reconstrução do couro cabeludo envolve a realização de enxertos e retalhos conforme a necessidade.

Em casos de câncer, deve-se priorizar a reconstrução imediata do defeito, sendo comum a realização de enxertos e retalhos. O uso de expansores de tecido também são boa opção para a correção tardia de áreas com cicatrizes e alopécia (falha no crescimento de pêlos).

Face, Cabeça e Pescoço

A região da face, cabeça e pescoço é muito importante nas relações interpessoais e confere auto-percepção física e psicológica. As cirurgias reconstrutivas deste segmento devem tentar preservar formas e funções nobres, com melhor resultado estético possível.

Os defeitos desta região podem envolver diferentes estruturas em conjunto, de modo que a reconstrução demande procedimentos seriados conforme a complexidade.

O atendimento multidisciplinar é desejável, envolvendo a atuação de diferentes especialidades médicas como cirurgiões de cabeça e pescoço, otorrinolaringologistas, neurocirurgiões e oftalmologistas. A atuação da cirurgia plástica em conjunto com outros especialistas auxilia no planejamento cirúrgico, sendo fundamental para os melhores resultados.

Lábios

Aos lábios são atribuídos grande parte da sensualidade do semblante. Seu contorno e sua atividade de cinta muscular são fundamentais na articulação verbal e na continência oral.

A alteração congênita mais frequente é a fenda labial, ou lábio leporino, que pode estar associada à fenda palatina; que pode ser uni, ou bilateral; completa ou incompleta. Cuidados específicos para os pacientes de fenda lábio-palatina, e seus familiares, devem ser instituídos desde logo após o nascimento, com aconselhamento genético, orientação para alimentação e programação cirúrgica. Esses pacientes demandam acompanhamento multidisciplinar com fonoaudiólogos, dentistas, educadores e psicólogos, além das cirurgias programadas.

Outras patologias que acometem os lábios são os acidentes e os tumores. A reconstrução deste segmento visa preservar a função, sem perder de vista o melhor resultado estético possível.

Língua e Cavidade Oral

A cavidade oral e a língua são acometidas principalmente pelo carcinoma espinocelular, que está relacionado ao tabagismo, etilismo e fumo ou tabaco mascado.

O tratamento desses tumores envolve a ressecção cirúrgica, associada ou não à quimio e radioterapia. Os defeitos após as cirurgias de ablação dos tumores podem ser complexos, envolvendo osso, pele e mucosa.

Os cirurgiões plásticos especializados em reconstruções microcirúrgicas realizam reconstruções do osso da mandíbula e das partes moles (pele e mucosa) utilizando retalhos vascularizados livres (microcirúrgicos).

A área doadora mais utilizadas para a reconstrução óssea provém do osso da fíbula (retalho fibular). A recuperação estético-funcional visa garantir a nutrição e restabelecer mastigação, deglutição, continência oral suficientes.

Mandíbula e Maxila

A mandíbula e a maxila são alvos relativamente frequentes de tumores benignos, como os osteomas e ameloblastomas; ou malignos, como os carcinomas; e malformações, como as hipoplasias. Além disso, esses ossos podem ser destruídos pela ação da radioterapia no tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço, que geram osteorradionecrose e perda do osso.

As ressecções de mandíbula e maxila incluem partes da mucosa oral ou nasal, além de músculos, e, ocasionalmente, pele. Os melhores resultados, objetivando reabilitação dentária, oral e fonatória completas, provém do uso de retalhos osteomiocutaneos livres vascularizados.

A área doadora mais utilizadas para a reconstrução óssea provém do osso da fíbula (retalho fibular). A recuperação estético-funcional visa garantir a nutrição e restabelecer mastigação, deglutição, continência oral suficientes.

Nariz

O nariz carrega consigo o senso étnico e de individualidade. É uma estrutura complexa com uma interação íntima entre os componentes do seu arcabouço. Pode ser acometido por defeitos congênitos, traumas e tumores. A reconstrução nasal deve preservar a função respiratória e a arquitetura piramidal, composta por pele, mucosa e estrutura ósteo-cartilaginosa.

Habitualmente utilizamos diversos enxertos e retalhos conforme a necessidade. A complexidade da arquitetura tridimensional do nariz requer um planejamento a longo prazo da reconstrução nasal parcial ou total.

Orelha

O pavilhão auditivo externo é composto por uma estrutura cartilaginosa evidente. Algumas patologias congênitas globalmente chamadas de microtias, ou anotias, associadas ou não a defeitos da mandíbula e do nervo facial nas microssomias hemifaciais, necessitam procedimentos complexos e escalonados para reconstruções da orelha.

A orelha também é alvo frequente de tumores e acidentes. As cirurgias reconstrutivas da orelha podem repor uma parte ou até totalmente a orelha (neotoplastia). A utilização de enxertos de cartilagem das costela associado a retalhos locais e enxertos de pele são os procedimentos mais comuns, sendo realizados em várias etapas.

Deformidades congênitas como a orelha de abano são muito freqüentes e afetam diretamente o desenvolvimento psicológico da criança, pois estas crianças sofrem bullying. Ao se realizar o tratamento (otoplastia) da orelha de abano, praticamente cessa-se o bulling, com grande a melhora da auto-estima, da timidez e da confiança do paciente.

As fendas e rasgos nos lóbulos das orelhas também podem ser corrigidos através de técnicas cirúrgicas específicas (retalhos) que permitem o uso de brincos após completa cicatrização. O correto posicionamento de cicatrizes ajuda a prevenir entalhes e deformidades tardias dos lóbulos.

Pálpebras

As pálpebras têm uma composição muscular, cutânea, conjuntiva e mucosa de pequena espessura e função primordial. Elas cobrem e protegem os globos oculares, colaboram na lubrificação no involuntário ato do piscar. A preservação ou reconstrução adequada dos componentes das pálpebras são fundamentais para exercerem a proteção ocular.

As afecções das pálpebras podem ser congênitas, como os colobomas e a blefarofimose; ou adquiridas, como a ptose palpebral, os cânceres, os traumas e a degeneração pelo envelhecimento, como o ectrópio, entrópio e a triquíase. As cirurgias mais realizadas incluem as cantoplastias, retalhos variados e enxertos de pele e cartilagem.

As cirurgias com finalidade estética das pálpebras (blefaroplastia) e da região peri-orbitária devem respeitar a complexidade funcional das pálpebras. A realização da blefaroplastia por profissionais não habilitados pode resultar em graves seqüelas e necessidade de cirurgias reconstrutivas das pálpebras.

Paralisia Facial

Os músculos da face servem como cobertura e proteção para a cavidade oral e globo ocular, além de permitir diversas expressões faciais. Os músculos da face são envoltos pela fáscia superficial, que se fixa por meio de septos fibrosos na derme. A fáscia superficial mescla a contração de vários músculos faciais, que se interdigitam, permitindo variações sutis nas expressões humanas.

O nervo facial controla os 17 músculos responsáveis pelos movimentos e expressões facial. O comprometimento da função deste nervo configura a paralisia facial, podendo causar diminuição ou ausência da mímica facial, alteração na fala, perda de saliva e impossibilidade de assobiar.

A principal causa de Paralisia Facial é idiopática (Paralisia de Bell), que tem bom prognóstico quanto a recuperação funcional espontânea. As demais causas são congênita, traumática, neurológica, infecciosa, metabólica, neoplásica, tóxica e iatrogênica.

O tratamento da paralisia facial depende da causa, tempo de evolução, intensidade e topografia da lesão do nervo. Inclui terapia miofuncional, medicamentos e cirurgia. A paralisia do músculo orbicular do olho impede o movimento de piscar e o correto fechamento das pálpebras, o que configura uma emergência devido ao risco de dano permanente à córnea e cegueira. O paciente deve procurar pronto-atendimento para avaliar necessidade de uso de antivirais, antinflamatórios e colírios, além de orientações quanto aos cuidados para a proteção ocular. A investigação complementar envolve eletroneuromiografia e tomografia computadorizada. Os pacientes devem manter seguimento da doença, pois o tempo de evolução da doença é importante para a escolha do tratamento mais adequado.

Em casos de lesão recente no nervo, realiza-se o reparo por técnica microcirúrgica através da sutura direta ou enxerto de nervo. Nos demais casos de paralisia facial os procedimentos mais realizados são: substituição nervosa, enxertos de nervo transfacial, reanimação facial com transplante de músculo microcirúrgico, suspensões estáticas, cantoplastias e colocação de peso de ouro palpebral.

O tratamento da paralisia facial deve ser individualizado, visando restaurar a expressão facial involuntária, independente e espontânea. Além disso, procura-se manter a proteção ocular, posicionamento palpebral, continência oral, melhora da fala e simetria do sorriso. O apoio psicossocial também é fundamental para aceitação da doença, lidar com as expectativas e limitações do tratamento.

Síndromes Craniofaciais e Doenças

As síndromes craniofaciais, tais como craniossinostoses, síndromes de Apert, Crouzon, Pfeifer, Saethre Chotzen, Braquicefalias; fissuras craniofaciais, síndrome de Treacher-Collins; síndrome de Romberg; síndrome de Binder; hipoplasias maxilares e mandibulares; síndrome de Pierre Robin; apresentam alterações craniofaciais que geralmente cursam com falhas e deficiências dos tecidos normais da face.

Os cirurgiões plásticos especialistas em cirurgia craniofacial realizam o tratamento e seguimento destes pacientes com equipe multidisciplinar.

Fraturas e Traumas da Face

As fraturas dos ossos da face, como a órbita, o zigoma, a maxila, nariz e mandíbula são muito freqüentes, principalmente em acidentes de trânsito e atividades esportivas.

A face também é alvo de traumas e lesões do seu tegumento, que envolve a pele da face, lábios, orelhas, nariz e pálpebras. As mordeduras humanas e de animais são causa freqüente de lesões de partes moles da face e requerem cuidados específicos.

O tratamento dos traumatismos dos ossos de face envolvem a redução das fraturas e fixação óssea com placas e parafusos, além de reconstrução das partes moles e reabilitação funcional.

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