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Processo de Cicatrização Normal

Processo de Cicatrização Normal

O processo de cicatrização normal envolve três fases: inflamatória, proliferativa e de remodelamento.

A fase inflamatória dura 24 a 48 horas, sendo caracterizada pela desencadeamento da cascata inflamatória e de coagulação com hemostasia.

A fase proliferativa dura entre 48 horas e aproximadamente 3 semanas, sendo caracterizada pela epitelização, angiogênese e recrutamento de fibroblastos, que por são responsáveis pela produção de colágeno. A fase de remodelamento inicia-se com 3 semanas e dura até 12 meses. Caracteriza-se pela degradação do colágeno e organização de suas fibras, resultando em aumento da força tênsil da cicatriz e clareamento da cicatriz.

Vários fatores modulam o processo de cicatrização, podendo prejudicar este processo. A presença de infecção e isquemia tecidual prolongam a fase inflamatória. Outros fatores como deficiência de vitamina C, desnutrição, uso crônico de corticoides, tabagismo, irradiação, síndromes genéticas (Sd. Ehlers-Danlos, cutis laxa) também interferem nas fases inflamatória e proliferativa. A cicatrização patológica (cicatriz hipertrófica e quelóides) envolve um desbalanço no processo cicatricial normal, com predomínio da fase proliferativa em detrimento da fase de remodelamento.

Cicatrização Patológica

A cicatrização patológica envolve um desbalanço no processo cicatricial normal, com predomínio da fase proliferativa em detrimento da fase de remodelamento.

Cicatriz Hipertrófica

A cicatriz hipertrófica tem maior incidência em relação ao quelóide, ocorrendo mais em pacientes de pele clara em áreas de maior tensão da pele. A cicatriz tem aspecto elevado, mas é restrita à extensão da ferida. A maioria apresenta resolução espontânea em até 12 mese e raramente apresenta recidiva.

Quelóides

Os quelóides têm menor incidência que a cicatriz hipertrófica, ocorrendo mais em pacientes negros. As áreas mais acometidas são orelhas, ombros, dorso e região pré-esternal. As cicatrizes crescem progressivamente e estendem-se além do limite original da ferida. Os quelóides tem causa genética, não apresentam resolução espontânea e tendem a recidiva.

Prevenção

Os pacientes com histórico de cicatrizes patológicas devem ser informados quanto a possibilidade de recidiva no pós-operatório de cirurgias plásticas estéticas.

A técnica cirúrgica adequada no intra-operatório e os cuidados com a tensão nas cicatrizes no pós-operatório podem prevenir não somente as cicatrizes patológicas, mas também as cicatrizes alargadas e inestéticas. A realização de microporagem pode aliviar a tensão nas bordas da ferida cirúrgica. O uso de placas de silicone pode ser indicado para tratar e prevenir as cicatrizes de cor mais avermelhada e com tendência a hipertrofia.

Tratamento

O tratamento da cicatriz hipertrófica e dos quelóides deve ser individualizado. As opções de tratamento incluem uso de placas de silicone, massagem e malhas compressivas (terapia compressiva), radioterapia, injeção intra-lesional de triancinolona e excisão cirúrgica. Outras opções incluem a combinação de tratamentos como excisão cirúrgica com aplicação de triancinolona e excisão cirúrgica associada a radioterapia.

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